Sou do tipo que joga com todas as cartas em cima da mesa, não faço macetes, gosto de tudo as claras e acima de tudo espero que quem joga comigo faça o mesmo, se não o fizer, também só o faz uma vez, a partir dai as regras mudam, e o meu jogo passa a estar escondido, intenções, macetes, renuncias e bluff's passam a fazer parte do jogo.
Depois de me ter divorciado e por várias razões voltei a desconfiar muito mais das pessoas, sempre numa posição de defesa, mas por naturalmente não ser assim, voltei a abrir-me mais, e não é que quando voltava a acreditar nas pessoas, por um mera falta de confiança, e uma tremenda coincidência volto a por em duvida se realmente devo continuar com este pilar fundamental da minha personalidade.
Claro está que a nível profissional esta filosofia de vida não se verifica tão vincada, claro que confio na minha equipa, e luto todos os dias para que a minha equipa atinja níveis de excelência, e para isso tenho que confiar neles e eles em mim, manter uma relação também ás claras, embora certos assuntos devam ser tratados com descrição, a algum jogo de cintura que aprendi a utilizar desde que abracei este desafio de ficar como responsável de turno e equipa.
Voltando a faceta pessoal, e depois de este fim de semana em que festejei mais um aniversário do meu pai - Parabéns Pai - na companhia da minha filha, certo acontecimento fez mudar a minha forma de olhar, confiar nas pessoas.
No dia deste acontecimento senti uma faca atravessar o meu peito, mas como em todos os grandes golpes não sentimos a verdadeira dor de imediato, só a frio começamos a ver a gravidade do golpe e a dor a intensificar-se.
Mas mais uma vez, TEMOS QUE SER FORTES, e não vai ser este evento que me vai deitar abaixo, e nem fazer mudar que sou.
Apenas aprender com mais uma situação que nos faz parar para pensar, e se tiver que mudar algo assim o farei mas sem nunca mudar os pilares fundamentais da minha personalidade.

Sem comentários:
Enviar um comentário