Alem de sermos todos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais, como podemos julgar os outros???
Quem não tem telhados de vidro que atire a primeira pedra.
Como diz a musica, "... a vida dos outros é tão simples para mim...", pois, julgar, comentar é muito simples.
Vamos tentar olhar no espelho e ver o que realmente é a nossa vida, tentar compreender como realmente somos e como os outros nos vêem, mesmos assim vai ser difícil ver tudo, existe sempre uma parte de nós que nós não vemos, mesmo com a ajuda do espelho, e que os outros vêem.
A perspectiva que cada um tem de nós varia e muda constantemente, ora pelo nosso humor, ora pela nossa forma de estar na vida, pelo nosso carro, pela nossa forma de vestir, enfim, por tudo que fazemos e não fazemos.
Constantemente estamos a ser observados, julgados e até mesmo inconscientemente estamos a marcar pessoas, vidas.
Para piorar toda esta situação, nós criamos uma opinião das pessoas mesmo sem as conhecermos ou até mesmo as termos visto, como já referi neste blog, na primeira catalogamos as pessoas nas nossas caixas de identidade e características.
Foda-se, mas porque raio, fazemos isto?
Será que por sermos animais e não conhecermos, essa pessoa vai constituir uma ameaça?, mas que raio de ameaça?
Mas há umas situações bem piores, aquelas pessoas que nem se dão ao trabalho de se olharem ao espelho por se acharem perfeitas e acima de todos os outros, esta classe sim tira-me do sério, pois alem de se acharem superiores, que eu não acho, ainda se alimentam das vidas dos outros, sempre em julgamentos, fofocas, rumores e boatos, para estes deixem de viver as vossas vidas através da vida dos outros e arranjem algo útil na vida, nem que seja plantar eucaliptos no deserto.
Se realmente as pessoas nos dizem algo, se nos são próximas ou mesmo colegas de trabalho, não falem nas costas, sejam sinceros e sejam o espelho, mas so o façam quando já tiverem olhado bem para o vosso espelho e estejam preparados para que a imagem que vai aparecer não vos afecte brutalmente, existe mesmo o perigo do espelho partir.

Agora se me permitem, tenho de me ir olhar novamente ao espelho, e espero que desta vez ele não parta.
Temos que ser fortes