terça-feira, 29 de setembro de 2009

Solidão

Será a solidão um problema? um estado, momentâneo ou eterno? positivo ou negativo?
Sendo eu filho único a solidão parece um estado em que nos sentimos bem, claro que não eternamente, mas que quase todos os filhos únicos sentem necessidade de permanecer por mais tempo que as pessoas com irmãos.
Preciso dos meus momentos a sós, fazer uma retro dos momentos e acontecimentos passados, ler, ver um filme, subir o monte e sentir o vento e o silencio.
Existem duas coisas que realmente me fazem sentir SÓ, e pensar na vida:
- Nadar, de preferência na Barragem de Vilarinho das furnas, durante alguns minutos;
- Sentir o frio cortante como facas que nos atravessam o corpo, que se faz sentir no topo do monte em pleno inverno,(especialmente aquele frio da neve)sensação esta que me faz sentir vivo, com noção das minhas limitações e forças para vencer todos os obstáculos.
Desde que me separei, estive em solidão parcial, umas vezes por vontade, outras por não conseguir sair do buraco, faz bem sentir que estamos acompanhados mas em solidão.
Esta sensação é extremamente potente e potenciadora de novos sentimentos e perspectivas das nossas vidas e das vidas dos outros.
É como sair fora da nossa bolha de conforto, olhar para tudo que esta a nossa volta e de repente pensar: Realmente existem tantas coisas a acontecer á nossa volta e eu nem reparo. ESTOU VIVO.
Tenho conhecido mais pessoas, tenho reencontrado pessoas, voltado a conviver e conhecer mais profundamente outras, e tentando ver em cada uma delas o que posso aprender, perceber novos pontos de vista.
O mesmo acontece noutra dimensão quando me encontro naqueles momentos de solidão positiva, pois aprendo a conhecer-me melhor, e compreender certas atitudes (minhas e dos outros).
Nestas ultimas semanas voltei a conviver com uma pessoa que trouxe agradáveis surpresas de personalidade e perspectiva da vida, algo que já não acontecia a bastante tempo, daquele tipo de pessoas que entram na tua vida há imenso tempo e de um momento para o outro, depois de estares no ponto SP (solidão positiva) compreendes que algo mudou em ti, aquela pessoa baralhou o teu baralho de cartas.
"Os nossos pais dão-nos o baralho e a sociedade baralha", algo que aprendi com um grande amigo.
A pessoa que me refiro mexeu com uma ou duas mais importantes cartas do meu baralho, ou pelo menos trocou uma de local o que permite eu ter um jogo completamente diferente, também é verdade que eu não jogo com o baralho todo mas..., paciencia
Aqgora a cada momento de SP, insisto nos momentos passados com essa pessoa e mais saudades me fazem ter, mas esta assunto vou guardar para outro post, enfim,...temos que ser fortes..

domingo, 27 de setembro de 2009

Romaria II


Depois de voltar a estar com os amigos, tenho que voltar a referir as festas de Ponte de Lima, pois por esquecimento óbvio não mencionei "os beijos mesmo, mesmo, mas mesmo fixes da Sara".
Esta private só ao alcance de poucos elementos, diria que apenas para aqueles que foram ás festas, pois quem não foi não pode nem imaginar o que são os famosos beijos da Sara, pois mesmo os que eu conheço são fictícios, lol.
Quem não conhece a Sara?? Ela aparece na fotografia lancem palpites.
Nem imaginam o que perdem, alem de ser a pessoa mais divertida que conheço (e já foi bem mais) é a que dá melhores beijos na boca do mundo, não acreditam? Nem eu.
Foi a amiga que me fez ficar bêbado que me lembrou destas epopeias, -sim a culpa é tua-, claro só podia ser ela, davam-lhe a cerveja e ela passava para mim, em suma eu bebi, ela ficou consciente e passou a ser a minha consciência, dai lembrar-se de tudo.
Inclusive da intrusa que se juntou ao grupo tipo emplastro, a queres aparecer nas fotografias e aprender a dançar.
Enfim mais um devaneio da noite, sempre na brincadeira, reparem só

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Romaria

No fim de semana passado realizaram-se as famosas "Feiras Novas" na vila de Ponte de Lima, e como já é tradição la romamos. como exemplo do ano passado em que demos por encerrado o "clube da Labestada", ente ano voltamos a jantar no S. Nicolau, mas levamos concertinas e vontade, alem das Organolas também fomos "obrigados" a levar a nossa amiga Grafonola.
Para dar inicio a festa o nosso Braga continuou imparável e derrotou o FCP. Bragaaaaaaaaaaaaa.
Mais um prenuncio de que noite ia correr bem, apito final e concertinas entram em jogo, colocando todo o restaurante em histeria e cantando connosco, já se dançava.
Posso vos dizer que antes de chegar ao centro de Ponte de Lima já estava rouco e cansado de tanto dançar - sim, eu dancei, mal mas pulei - ate me perder dos meus amigos a altas horas da madrugada.
Admito que depois de mais de 4 horas a ouvir as concertinas, que ate com os batuques tocavam, já não podia mais, queria paz e house, confusão sem dança, e claro estar com os amigos e amigas.
Pois a paginas tantas fui buscar umas cervejas para os amigos e quando volto,....ninguém.
Como é óbvio tive que beber as cervejas enquanto procurava, mas nada.
Fui a procura de uma cabine, pois o meu telemóvel estava no saco da grafonola, encontrei um agente da autoridade, expliquei a situação e ele marcou o meu numero, realmente chamava, mas ninguém atendeu, agora sei que ele se enganou, estava pior que eu.
Voltei ao local do crime, onde encontrei outros amigos e mais umas cervejas, ás horas que a minha boleia tinha dito que queria voltar, pensei e encaminhei-me para a viatura, e não é que mesmo na avenida ouço a voz mais inconfundível do mundo a dizer "- Ó filho da p..., oubiste?" e como é óbvio encontrei os meus camaradas.
Foi uma grande noite, mais uma, que fazer? Temos que ser fortes

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Rituais de acasalamento

Nós Homens em nada somos diferentes de todos os machos, para deixarmos os nossos descendentes temos que acasalar, e para isso é necessário efectuar um ritual elaborado para que a fêmea nos escolha como o companheiro ideal.
Logo no primeiro contacto temos que parecer bonitos, ou não, pois os descendentes têm que ser bonitos, em seguida ter algo que diferencie dos outros, ou não, temos que ser diferentes mas iguais, dentro da “classe, grupo” a que a fêmea acha que será o mais socialmente ideal (betos, rappers, surfista, radical, ….)
Outro sinal que dá bastantes pontos é o aparentar riqueza, (telemóvel de ultima geração, bom carro, beber bebidas caras,…) aqui sei que as fêmeas vão discordar, mas a realidade mostra-me isso, pelos meus cálculos só 0,0000000000000000000001 das fêmeas não tem este critério nos cinco primeiros da lista. (Trabinka tu és uma destas minorias)
Ora depois dos três primeiros entramos naqueles que podem variar na ordem, mas certamente qualquer um dos seguintes esta no top 10 dos critérios, senão vejamos:
- Cortejar e rastejar ate que se consiga a atenção ou sair com fêmea;
- Ser divertido sem ser parvo, onde existe uma linha bastante fina que separa os dois, e tu nunca sabes se o que dizes é parvo ou divertido, depende, até podes dizer o mesmo em momentos diferentes e um dia ela acha querido e no outro acha-te a maior parvoíce de todos os tempos, enfim, fazer o que???, ou estar calado ou rezar. Alias, atenção máxima a comunicação até porque tudo que digas, nem que seja: “Aquele carro é preto!”, corres o risco da fêmea arranjar 10 interpretações diferentes, tipo: “ Aquela viatura esta de negro e o negro faz parecer as pessoas mais magras, isso significa que me esta chamar gorda, pois não estou de negro”.
Existem cursos e formações para tudo e mais alguma coisa, para quando um de” Comunicação Feminina VS Masculina – o tradutor”.??????
Outra é a que elas gostam de reparar nas mãos dos homens, só se for para ver se ele tem trabalho de escritório ou trolha, pois primeiro que nos deixem fazer carícias já as nossas mãos estão frescas como as de um bébé.
Temos que ser fortes, e continuar a fazer figurinhas, e cenas tristes, podia ser bem pior, veja o exemplo dos búfalos ou daquela espécie de arranha que no fim do coito a fêmea corta a cabeça ao macho e come-o.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Energias que queremos absorver

Nós humanos somos seres egoístas, egoístas ao ponto de querermos até absorver a energia que os outros libertam.
queremos acima de tudo ser mais fortes e superiores, e para isso, inconscientemente, tentamos retirar a energia aos outros pela dominação, quer seja nas relações pessoais ou laborais queremos levar a nossa adiante, desta forma sentimos que os outros foram vencidos.
Mas porque que em vez de retirar energia não juntamos a nossa e criamos uma força maior?
Temos de respeitar os outros, e acreditar que nada acontece por acaso, que não existem coinscidencias no que nos acontece todos os dias.
Um reencontro com um amigo de longa data, encontrar alguém que por alguma razão identificamos com um conhecido nosso, e esse desconhecido comparar com a personalidade do nosso amigo, "deve ser como o ..., sempre a choramingar da vida, mas sempre bem".
São estas caracteristicas que nos fazem lembra alguém que temos de analisar e não criar falsos preconceitos, pois podemos estar a ser levados em sentidos opostos.
Descobrir a conhecer ou outro não é fácil, mas temos que ter uma mente aberta livre de preconceitos, e identificar como a nossa energia pode encaixar nos outro é que faz de nos seres maiores, e pensar que nada é por acaso, mas pensar...
Temos que ser fortes

sábado, 5 de setembro de 2009

Reencontros


Estas férias encontrei um antigo amor, (possivelmente o unico) daqueles que nunca esquecem, daqueles que faz com que o coração dispare de tal forma que nos da a sensação de precisarmos urgentemente de um pacemaker.
A ansiedade pré encontro e elevada, e no momento em que os olhos atingem aquele ser (depois de cerca de doze anos)maravilhoso, lindo, no meio da multidão destaca-se e ofusca tudo o resto, os olhares cruzam-se e ai,.... PUMMMM, temos a sensação que nos vai dar um AVC.
Caminho em direcção a ela, bate cada vez mais forte este pobre coração, pois ja não batia assim desde que a minha filha nasceu, mas no momento de trocar cumprimentos, ele para, tudo para, sentes a pele macia, o perfume, e em milessimos de segundo vez todos os momentos vividos com alguem que amamos profundamente.
O nervosismo entra em red line, depois da-se inicio a conversa e toda a adrenalina se dissipa e a calma regressa, logicamente, e como os dois estamos cientes do risco de falar do passado, simplesmente evitamos.
Conversamos cerca de duas horas, conversa trivial, sobre as nossas filhas, marido, separação, trabalho, amigos de faculdade, ..., tudo excepto "nós" - demasiado perigoso, nem era o local.

Despedimo-nos e ficamos em extaze durante horas, dias, sempre a pensar commo teria sido, se...

Enfim, ficamos parvos, e alados.