terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Educação

- Criança esfaqueia mãe por lhe ter tirado a Playstation -
Mas onde vamos parar? Será assim tão difícil demonstra quem tem autoridade, e educar os filhos sobre obrigações, responsabilidades.
Dizer não a um filho, fazê-lo chorar por não ter o que quer pode custar no momento mas faz parta da construção dos alicerces da personalidade das crianças.
Há uns anos atras, assisti a uma cena que mesmo sem ter filhos me deixou indignado e a pensar, estava a chegar a esplanada, era verão, estava muito calor, quando estou para me sentar esta uma mãe com o filho pela mão a sair, na outra mão levava dois gelados, como conhecia esta mãe cumprimentei,
- Boa tarde, então vai levar gelados para os sogros?
- Não, foi este maroto que queria um gelado, escolheu este e depois não quis, tive que lhe dar outro, e mesmo assim não gostou, só ao terceiro é que ficou satisfeito.
Desta feita só tive forças para responder para o rapaz com cerca de 5 anos - ai que maroto.
Enquanto ela falava reparei que realmente os gelados estavam já abertos e meios comidos, um parecia só mesmo faltar uma pequena parte.
Será possível mostrar a esta criança quem manda, e mostrar que na vida os nãos vão ser muitos, vão-nos causar desconforto?
Como diz o Psicólogo Quintino, antes eram os filhos a pedir desculpa, hoje são os pais a fazê-lo, a educação não pode passar por proteger sempre os nossos filhos, eles tem que cair, chorar, fazer asneiras, deixa-los arriscar controladamente, só assim é que eles vão aprender e ganhar defesas contra situações futuras.
Não podemos pensar que os professores e a escola tem que fazer o papel dos pais, sei que na conjuntura actual em que ambos trabalham, torna-se difícil ter paciência para poder pelo menos estar com os filhos, mas compete aos pais ter um papel activo no crescimento emocional e intelectual dos nossos filhos.
Se queremos que os nossos filhos se tornem independentes e saibam tomar as decisões mais correctas na vida, não podemos ser nos a facilitar as coisas, mostrar a realidade e ajudar, sim, mas dar as soluções de mão beijada e sempre com eles a levar a melhor não me parece que seja a melhor solução.
Em fim temos que ser fortes, e tornar os nossos filhos ainda mais fortes

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pessoas

Quem me conhece sabe que sou do tipo que acredita nas pessoas.
Sou do tipo que joga com todas as cartas em cima da mesa, não faço macetes, gosto de tudo as claras e acima de tudo espero que quem joga comigo faça o mesmo, se não o fizer, também só o faz uma vez, a partir dai as regras mudam, e o meu jogo passa a estar escondido, intenções, macetes, renuncias e bluff's passam a fazer parte do jogo.
Depois de me ter divorciado e por várias razões voltei a desconfiar muito mais das pessoas, sempre numa posição de defesa, mas por naturalmente não ser assim, voltei a abrir-me mais, e não é que quando voltava a acreditar nas pessoas, por um mera falta de confiança, e uma tremenda coincidência volto a por em duvida se realmente devo continuar com este pilar fundamental da minha personalidade.
Claro está que a nível profissional esta filosofia de vida não se verifica tão vincada, claro que confio na minha equipa, e luto todos os dias para que a minha equipa atinja níveis de excelência, e para isso tenho que confiar neles e eles em mim, manter uma relação também ás claras, embora certos assuntos devam ser tratados com descrição, a algum jogo de cintura que aprendi a utilizar desde que abracei este desafio de ficar como responsável de turno e equipa.
Voltando a faceta pessoal, e depois de este fim de semana em que festejei mais um aniversário do meu pai - Parabéns Pai - na companhia da minha filha, certo acontecimento fez mudar a minha forma de olhar, confiar nas pessoas.
No dia deste acontecimento senti uma faca atravessar o meu peito, mas como em todos os grandes golpes não sentimos a verdadeira dor de imediato, só a frio começamos a ver a gravidade do golpe e a dor a intensificar-se.
Mas mais uma vez, TEMOS QUE SER FORTES, e não vai ser este evento que me vai deitar abaixo, e nem fazer mudar que sou.
Apenas aprender com mais uma situação que nos faz parar para pensar, e se tiver que mudar algo assim o farei mas sem nunca mudar os pilares fundamentais da minha personalidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vidas escondidas

Alem de sermos todos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais, como podemos julgar os outros???
Quem não tem telhados de vidro que atire a primeira pedra.
Como diz a musica, "... a vida dos outros é tão simples para mim...", pois, julgar, comentar é muito simples.
Vamos tentar olhar no espelho e ver o que realmente é a nossa vida, tentar compreender como realmente somos e como os outros nos vêem, mesmos assim vai ser difícil ver tudo, existe sempre uma parte de nós que nós não vemos, mesmo com a ajuda do espelho, e que os outros vêem.
A perspectiva que cada um tem de nós varia e muda constantemente, ora pelo nosso humor, ora pela nossa forma de estar na vida, pelo nosso carro, pela nossa forma de vestir, enfim, por tudo que fazemos e não fazemos.
Constantemente estamos a ser observados, julgados e até mesmo inconscientemente estamos a marcar pessoas, vidas.
Para piorar toda esta situação, nós criamos uma opinião das pessoas mesmo sem as conhecermos ou até mesmo as termos visto, como já referi neste blog, na primeira catalogamos as pessoas nas nossas caixas de identidade e características.
Foda-se, mas porque raio, fazemos isto?
Será que por sermos animais e não conhecermos, essa pessoa vai constituir uma ameaça?, mas que raio de ameaça?
Mas há umas situações bem piores, aquelas pessoas que nem se dão ao trabalho de se olharem ao espelho por se acharem perfeitas e acima de todos os outros, esta classe sim tira-me do sério, pois alem de se acharem superiores, que eu não acho, ainda se alimentam das vidas dos outros, sempre em julgamentos, fofocas, rumores e boatos, para estes deixem de viver as vossas vidas através da vida dos outros e arranjem algo útil na vida, nem que seja plantar eucaliptos no deserto.
Se realmente as pessoas nos dizem algo, se nos são próximas ou mesmo colegas de trabalho, não falem nas costas, sejam sinceros e sejam o espelho, mas so o façam quando já tiverem olhado bem para o vosso espelho e estejam preparados para que a imagem que vai aparecer não vos afecte brutalmente, existe mesmo o perigo do espelho partir.
Agora se me permitem, tenho de me ir olhar novamente ao espelho, e espero que desta vez ele não parta.
Temos que ser fortes