Mas onde vamos parar? Será assim tão difícil demonstra quem tem autoridade, e educar os filhos sobre obrigações, responsabilidades.
Dizer não a um filho, fazê-lo chorar por não ter o que quer pode custar no momento mas faz parta da construção dos alicerces da personalidade das crianças.
Há uns anos atras, assisti a uma cena que mesmo sem ter filhos me deixou indignado e a pensar, estava a chegar a esplanada, era verão, estava muito calor, quando estou para me sentar esta uma mãe com o filho pela mão a sair, na outra mão levava dois gelados, como conhecia esta mãe cumprimentei,
- Boa tarde, então vai levar gelados para os sogros?
- Não, foi este maroto que queria um gelado, escolheu este e depois não quis, tive que lhe dar outro, e mesmo assim não gostou, só ao terceiro é que ficou satisfeito.
Desta feita só tive forças para responder para o rapaz com cerca de 5 anos - ai que maroto.
Enquanto ela falava reparei que realmente os gelados estavam já abertos e meios comidos, um parecia só mesmo faltar uma pequena parte.
Será possível mostrar a esta criança quem manda, e mostrar que na vida os nãos vão ser muitos, vão-nos causar desconforto?
Como diz o Psicólogo Quintino, antes eram os filhos a pedir desculpa, hoje são os pais a fazê-lo, a educação não pode passar por proteger sempre os nossos filhos, eles tem que cair, chorar, fazer asneiras, deixa-los arriscar controladamente, só assim é que eles vão aprender e ganhar defesas contra situações futuras.
Não podemos pensar que os professores e a escola tem que fazer o papel dos pais, sei que na conjuntura actual em que ambos trabalham, torna-se difícil ter paciência para poder pelo menos estar com os filhos, mas compete aos pais ter um papel activo no crescimento emocional e intelectual dos nossos filhos.
Se queremos que os nossos filhos se tornem independentes e saibam tomar as decisões mais correctas na vida, não podemos ser nos a facilitar as coisas, mostrar a realidade e ajudar, sim, mas dar as soluções de mão beijada e sempre com eles a levar a melhor não me parece que seja a melhor solução.
Em fim temos que ser fortes, e tornar os nossos filhos ainda mais fortes

