Vou agora ou mais tarde, ou nem vou; visto isto ou aquilo; falo ou fico calado; sento-me ou fico de pé; insisto ou desisto; carne ou peixe; mensagem ou ligo; saiu ou fico em casa,.... enfim podia carregar este post com centenas, se não milhares de exemplos, mas vou tentar mais uma vez, e possivelmente o resultado será o costume, um desastre.
Existem situações diárias nos nossos empregos, ou trabalhos que nos levam a decidir, da mesma forma que o temos que fazer na vida pessoal.
Alguns acontecimentos do quotidiano levam-nos a decidir e por vezes o fazemos de forma precipitada e/ou induzida por experiências passadas, por conhecimento de situações idênticas, ou por stress de ter que decidir rapidamente
Então e quando temos que decidir certas coisas que vão afectar as nossas vidas para sempre, em que nem dormimos para que essa decisão seja a mais acertada?
Quando temos que decidir pela nossa felicidade e tudo o que implica, e quem implica, se vamos magoar alguém, se vamos ser apoiados, se temos alguém ao nosso lado a suportar, compreender e por vezes mesmo contra certos princípios.
Certas decisões implicam outros e a vida de outros e quando assim é temos duas hipóteses, ou envolvemos todos os intervenientes directos de qualquer decisão ou as primeiras coisas que temos de pensar será nas implicações e reflexos que terá nos outros, e acima de tudo o respeito pelo outro tem que permanecer, sou adepto de envolver as pessoas o máximo para que a decisão seja a melhor possivel, e que todas as visões possam estar em cima da mesa, desta forma será aceite por todos e de mais rápida implementação.
" Mesmo um relógio parado esta certo duas vezes por dia", concerteza que esta verdade só se aplica a relógios analógicos. mas quando se trata de decidir eu sou apologista de que mais vale decidir mal do que não fazer nada.
E quem nunca passou pelo estado de "e se?", depois de tomar decisões temos que ser fortes e leva-las ate ao fim, mesmo que no final a conclusão seja que foi a pior.
e se?

"A responsabilidade implica uma escolha e decisão racional, o que vai de encontro à própria definição de liberdade.
ResponderEliminarA liberdade e a responsabilidade estão tão ligadas na medida em que só somos realmente livres se formos responsáveis, e só podemos ser responsáveis se formos livres.
Por outro lado, se não agirmos livremente, não podemos assumir totalmente as consequências dos nossos actos, visto que as circunstâncias atenuantes seriam muito fortes. Só o sujeito que é capaz de escolher e decidir racionalmente, com consciência, é capaz de assumir as causas e as consequências da sua acção.
Além disso, a liberdade e a responsabilidade são parâmetros essenciais na construção de um indivíduo como pessoa, visto que é através da liberdade e da responsabilidade que um sujeito é capaz de se tornar efectivamente autónomo". René Descartes
Marta Figueiras de Araújo